On Diane Arbus, Part I

el-estilo-fotogrc3a1fico-de-diane-arbus

Diane Arbus


EN/   On Diane Arbus, Part I

Overlapped on the genres of Portraiture and Documentary Photography, having people as her subject Diane Arbus looks close at the ones in which most of people would either look away or stare for judgments. Photographing people has always involved identity, beauty and their place in society in a way it would please who would consume the images, being for personal use, public or scientific.

The idea that a portrait can determine what personality or life you have has been taken seriously with the pseudo-Science called Eugenics, making serious use of photography as tool to document, measure and establish types. The ones who could cause a social & political disorder by weakening imperial superiority, either for being a criminal or having a serious pathology in which would consider this individual disabled, was nominated as the “Residuum” by the theorist, Lombroso. This theory is not so actual anymore as well as the ideal/perfect “race”, but the notion of “other” to classify people as more or less important in society is still in evidence and has always been portrayed with photography.

In a way Arbus tried to subvert the way this rejected group of people are seen, just simply by photographing them and letting the photos attract further attention than those individuals would ever get on the streets, by looking into what they are more than how they look. As she wrote on An Aperture Monograph, “Essentially what you notice about them is the flaw”, by elevating their images with photographs it gives them an extra importance, and questions people’s curiosities about their self, creating a deeper connection in which the photographer was the bridge between the Freak and the “norm”.

Known as the photographer of the Freaks, Diane Arbus had to go out of her comfort zone to find out what the classified freaks’ features are to be nominated like this, and therefore she went to varied locations where they could be found. This one of the man in bikini, the transvestite curiously have the right arm and leg shaved and the left arm and leg not shaved, it preserves the polarity of his persona as body and soul. Certainly it would be the clue for the mystery many people passing by would have to try and recognize “what it is”, as if not being able to define it would terrify people. Here the Dualism the French philosopher Descartes talks about would be applied as said: ” The soul, by which I am what I am, is entirely distinct from the body.” Away from any judgments, but being exposed to a camera the transvestite looks quite serene besides the carnivalesque costume, the background seems to be a conventional place, which could be a home that any “norm” could live.

man-in-bikini1

The gap between intention and effect is how Diane Arbus calls to define the difference of appearance and reality, in a society where masks are constantly used to reaffirm positions, identities and possessions. This portrait (in the text bellow) makes part of a series taken of circus people and puts tattoos as the freakiness, but in this case it becomes entertainment which is one of the ways freaks gets attention, by subverting their nomination and appearance for their own good. Again the subject looks straight to the camera, but more in a intimidating way, which seems to be part of his character for the act and show, but yet seems very open to be photographed.


PT/ Sobre Diane Arbus, Parte I

Sobreposta sobre os gêneros de retratos e fotografia documental, tendo as pessoas como seu assunto principal, Diane Arbus olha de perto aqueles em que a maioria das pessoas quer desviar o olhar ou olhar para fazer julgamentos. Fotografar pessoas sempre envolveu identidade, beleza e seu lugar na sociedade de uma forma que fosse do agrado de quem iria consumir as imagens, sendo para uso pessoal, público ou científico.


A ideia de que um retrato pode determinar o que a personalidade ou a vida que você tem, foi levada a sério com a pseudo-ciência chamada “Eugenia”, fazendo uso sério da fotografia como ferramenta para documentar, avaliar e estabelecer tipos. Os que poderiam causar uma desordem social e política, enfraquecendo a superioridade imperial, quer para ser um criminoso ou ter uma patologia grave em que consideraria essa pessoa deficiente, foi nomeado como o “Resíduo” pelo teórico, Lombroso. Esta teoria não é mais tão real, bem como uma “raça” ideal /perfeita, mas a noção de “outro” para classificar as pessoas como mais ou menos importante na sociedade ainda está em evidência e sempre foi retratado com fotografia.

De certa forma Arbus tentou subverter a forma como este grupo rejeitado de pessoas são vistas, simplesmente fotografando-os e deixando as fotos atrair ainda mais atenção do que aqueles indivíduos atrairiam nas ruas, olhando para o que eles são mais do que sua aparência . Como ela escreveu na Monografia An Apperture: “Essencialmente, o que você observa sobre eles é o defeito”, elevando suas imagens com fotografias que lhes dá uma importância extra, e questiona curiosidades das pessoas sobre o seu intimo, criando uma ligação mais profunda em que o fotógrafo era a ponte entre o “assustador’ e o “normal”.

Conhecida como a fotógrafa das aberrações, Diane Arbus tinha que ir para fora de sua zona de conforto para descobrir quais as características dos classificados como anormais para serem nomeados assim, e assim, ela foi para locais variados onde poderiam ser encontrados. Esta foto (a cima) de um homem de biquíni, o travesti curiosamente tem o braço e perna direita raspada e o braço e perna esquerda não raspada, ele preserva a polaridade de sua persona com o corpo e alma. Certamente seria a pista para o mistério muitas pessoas que passassem por ele teriam para tentar entender “o que é”, como se não ser capaz de defini-lo, fosse aterrorizar as pessoas. Aqui, o dualismo que o filósofo francês Descartes fala sobre seri aplicado como disse: “A alma, pela qual eu sou o que sou, é totalmente distinta do corpo.” Longe de qualquer julgamento, mas sendo exposto a uma câmera o travesti parece muito sereno apesar do traje carnavalesco, o fundo parece ser um lugar convencional, que poderia ser uma casa que qualquer “norma” poderia viver.

A diferença entre a intenção e o efeito é como Diane Arbus chamada para definir a diferença entre aparência e realidade, em uma sociedade onde as máscaras são constantemente utilizados para reafirmar posições, identidades e posses. Este retrato faz parte de uma série feita com pessoas de circo e coloca tatuagens como um aberração, mas, neste caso, torna-se entretenimento que é uma das formas que essas pessoas recebem atenção, subvertendo sua nomeação e aparência para seu próprio bem. Mais uma vez o olhar diretamente para a câmera, mas mais de uma forma para intimidar, que parece ser parte de seu personagem para o ato e show, mas ainda parece muito aberto para ser fotografado.

man-circus

Advertisements

One thought on “On Diane Arbus, Part I

  1. Pingback: On Diane Arbus, Part II | It is p e c u l i a r

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s